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Descrição
morfofisiológica
Árvore
perenifólia, de 10-15m de altura, de tronco ereto, cinza-pardo, com casca
pouco salinte e levemente sulcado longitudinalmente. Ramificação
fina, horizontal, espaçada, formando copa ovalada com folhagem densa. Folhas
simpla, alternas, em ramos verdes, alados, dispostos espiriladamente, ovalado-lanceoladas
ou ovalado-alongadas, largas, coriáceas, de pecíolo curto, ápice
alongado, com nervuras salientes partindo da base, de 12-18cm de comprimento.
As folhas são filódios permanentes que não evoluíram,
não dando origem às folhas verdadeiras que deveriam ser pinadas.
Inflorescências brancas, axilares, sem atrativo ornamental, com flores globulares
brancas e estames numerosos. Frutos do tipo vagem, espiralados ou torcidos, marrons,
curtos, deiscentes, com sementes pretas, pequenas, pendentes na vagem por um filamento
amarelo, formadas de setembro a novembro.
Tomando-se
por base um povoamento de Acacia mangium com 7 anos de idade, retirou-se discos
ao longo do tronco de 126 árvores para o estudo da densidade básica
da espécie. A densidade básica média (DBM) encontrada foi
de 0,524 ± 0,076 g/cm3. A variação axial da densidade básica
(Db), explicada por um modelo quadrático (R2 = 0,83), apresentou tendência
de diminuição até a metade da altura do tronco, crescendo
a partir daí até o topo, sem contudo atingir os valores da Db da
base. O modelo linear foi o que melhor explicou a relação da DBM
com a Db obtida a várias posições do tronco, mostrando-se
mais acentuada (R2 = 0,81) a 25% da altura do tronco. Portanto, na determinação
da DBM da espécie por métodos destrutivos, pode-se utilizar amostras
retiradas à 25% da altura do tronco. No entanto, para amostragens não-destrutivas,
a posição de 25% pode ser uma altura elevada e a retirada da amostra,
por exemplo, utilizando um trado, pode-se tornar inviável. Nesse caso,
sugere-se a retirada no DAP, pois relação, nesta posição
também é alta (0,78). Fonte DOAJ
A
Madeira
A madeira da Acacia mangium
apresenta densidade básica que varia de 420 a 500 kg/m³, considerada
dura, de cerne marrom-claro e alburno creme-claro, podendo ser facilmente serrada,
aplainada, polida (LEILLES et al.,1996), colada, pregada e receber tratamento
preservativo como o CCA para aumentar sua durabilidade em contato com o solo.

O
poder calorífico da madeira está numa faixa de 4.800 a 4.900 kcal/kg
(LEILLES et al.,1996).
A qualidade de sua madeira foi comparada à
da Teca (Tectona grandis), apresentando excelente aceitação no mercado
de exportação e alcançando preços iguais, a exemplo
dos plantios feito na região de Ramanathapuram, na Índia (CASTRO
e CIA, s.d.).
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