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uso sustentável de sua madeira é considerado como a melhor alternativa
ao uso predatório do Mogno e do Cedro; é considerada tão
bonita e trabalhável quanto estas, sendo resistente e imputrecível.
As árvores plantadas de Guanandi não sofrem ataques de pragas -
como a lagarta Hypsipyla grandella Zeller que ataca ao mogno e ao Cedro. O plantio
de cada árvore de Guanandi é capaz de economizar o corte predatório
de muitas árvores amazônicas: O corte de um simples Mogno na amazônia,
por exemplo, pode provocar a derrubada de até 30 outras árvores
- dado que os Mognos, ao contrário dos Guanandis, não ocorrem em
ajuntamentos; Esta substituição provoca um efeito fantástico
sobre a diminuição do aquecimento global a longo prazo, uma vez
que compradores europeus, japoneses e americanos já começam a aceitar
pagar mais caro por madeira de reflorestamento; além disto, o sistema radicular
do Guanandi levanta o lençol freático, trazendo a água subterrânea
para a superfície; ou seja, ele recupera e fertiliza os solos onde é
plantado, ao contrário de algumas outras espécies muito utilizadas.
A madeira de Guanandi promete ser uma das mais importantes commodities brasileiras. Palavra
Guanandi
A
palavra Guanandi deriva do Tupy "o que é grudento". Este nome
designa o látex amarelo que é exsudado pela casca; conhecido como
Jacareubin, esta seiva é conhecida por ter poderosas capacidades medicinais,
com referências que se iniciam em relatos dos povos pré colombianos
- todas já comprovadas cientificamente; são elas: contra úlcera
e gastrites; no tratamento de danos da próstata; no tratamento pós
tatuagens; como cicatrizante; contra queimaduras solares; no tratamento de hemorróidas;
como analgésico; como anti-inflamatório em picadas de insetos; como
antimoluscicida no combate ao parasita causador da doença de Chagas.
Importante
industria cosmética e dermatológica francesa (Jean Daveze), entre
outras, industrializa o óleo de Calophyllum (lá conheciso como TAMANU
OIL), derivado das castanhas(sementes) de Calophyllum, como agente esfoliador,
rejuvenescedor e contra rugas da pele. A maioria dos efeitos da seiva já
é conhecida a milhares de anos pelos nativos indonésios, de Madagascar,
do Havaí e da América Latina, e diversas indústrias havaianas
comercializam o seu óleo, especialmente para uso dermatológico.
As castanhas do fruto do Guanandi são compostas de 44% de óleo puríssimo,
que além dos usos citados também pode ser queimado como bio-combustível,
sendo o Guanandi um fornecedor deste com eficiência próxima à
de culturas vegetais menos importantes, como a mamona.
O laboratória
Sarawak medichem, joint venture entre o governo Indonésio e a Terracom
laboratories - está testando, na Indonésia (Bornéo), o Calanolide
A, extraído das folhas de Calophyllum, na reversão do vírus
da AIDS em humanos. http://www.terracompr.com/Projects/ advancedlife.html
O
efeito na reversão do vírus já foi observado em aves, macacos
e roedores. Algumas universidades americanas e asiáticas também
estudam o efeito em redução de tumores cancerígenos.
Os
trade names mais comuns da madeira do Calophyllum brasiliensis são: Jacareúba
-em Tupy: casca de jacaré por seu caule assemelhar-se à pele do
Réptil, Guanandi e Árbol de santa maria. Também é
conhecido como: Landim, Olandim, Landi, Cedro-Mangue, Guanandi-Cedro, Cedro do
pântano (Brasil), Arary, Ocure, Cachicamo, Balsamaria, Aceite Mario, Palomaria,
Brazil beauty leaf (folha bonita brasileira) e até de Alexander Laurel,
ou coroa de louros de Alexandre, pela beleza de suas folhas.
O Guanandi
foi a primeira madeira considerada como madeira de lei no Brasil império,
lei de 07 de janeiro de 1835; já em 1810 um decreto destinava exclusivamente
para a corôa o seu corte. Foi muito utilizada para a construção
de navios das frotas Portuguesa e inglêsa, nos séculos 17 e 18; A
madeira de Guanandi, assim como outras madeiras brasileiras, foram parte importante
no interesse Inglês de firmar parceria comercial com Portugal, o que propiciou
a vinda da familia real portuguesa ao Brasil, algo que os livros de historia omitem;
imputrecível e muito mais leves que o Carvalho Europeu, madeiras como o
Guanandi e o Mogno absorviam as balas de canhão sem sofrer danos à
estrutura dos navios que as utilizaram em sua construção.

Curiosidades
da árvore
Conforme demonstra
o site botanypictures [1] fotos do guanandi foram tiradas em Curação, antilha
holandesa onde o índice pluviométrico aproxima-se de zero, ou seja, ela é uma
espécie com tamanha capacidade germinativa que é a única árvore de madeira de
qualidade do mundo capaz de crescer embaixo d´água, como das poucas que convseguem
conviver com cactus em clima desértico. Tese de mestrado de Mariana Bottino, da
UFRJ, em 2.006, afirma que um fruto de Guanandi pode atravessar, boiando, o atlântico,
a partir da costa brasileira, e sua semente é capaz de germinar, após isso, em
solo africano. A espécie vem sendo plantada com muito sucesso no Estado de São
Paulo; como árvore nativa brasileira, já está reaproximando a fauna local, como
demonstra os ninhos de pássaros que já escolheram árvore para nidificar. O retorno
financeiro de sua cultura é muito alto, facilmente percebido quando se sabe que,
apesar de ter custos de plantio semelhantes ao do pinus e do eucalipto para corte,
seu preço ultrapassa facilmente dezenas de vezes o destas madeiras de árvores
não brasileiras; O Guanandi também concorre em velocidade de crescimento com a
badalada Teca Indiana; ao contrário desta última, O Guanandi aceita o clima mais
rigoroso do sul e sudeste brasileiros, bem como se adapta muito bem à declividade.
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